segunda-feira, 16 de abril de 2012

Finalmente a espera acabou, Titanic em 3D!

Ontem o naufrágio do Titanic completou 100 anos. 

Não é novidade pra ninguém que o filme está em cartaz, e como sou uma big fan, ontem fui assistir esse filme que marcou minha adolescência. 


Ver Titanic na big screen e em 3D, foi algo maravilhoso, emocionante e surpreendente. Achei o trabalho muito bem feito, e o efeito 3D superou minhas expectativas. Antes de assistir ao filme, assisti uma entrevista com o diretor onde ele explicava quais cenas teriam o efeito 3D e o porquê. Achei fascinante. Ele também explicou o trabalho e o quanto demorou pra que tudo ficasse como podemos ver agora nas telonas. 

Quando soube que a estréia seria no mês do meu aniversário, fiquei tão feliz que só pude pensar que foi o melhor presente que poderia receber. 
Sou apaixonada pelo filme desde a primeira vez em que assisti, em fita cassete, na época. Sou uma romântica incurável, e o romance entre Jack e Rose, tem todo o drama, a beleza e os clichês que os românticos não se cansam de ver. Mas ao contrário do que muita gente pensa, não é no romance do filme que está baseada a minha paixão por ele. Ao menos não 100%, vamos deixar 25% pra isso e os outros 75%, vou explicar agora.
O que me impressionou em Titanic desde a primeira vez em que assisti, e o que me fez chorar compulsivamente em todas as vezes que tornava a ver (e foram muitas) , foram as cenas em que as crianças choravam perdidas de seus pais, as cenas em que as pessoas da terceira classe eram trancadas na parte inferior do navio, que já afundava, porque não haviam botes para todos a bordo e a preferencia era dos ricos, claro.  

Ou as cenas em que as mães tinham que se separar de seus maridos porque a prioridade era pras crianças e mulheres (não que ache isso errado, mas foi bem dolorido de se ver) , cenas em que mães viam que não havia mais o que fazer e acalmavam seus filhos,  colocando-os pra dormir enquanto aguardavam a água que invadia o navio e em breve invadiria seus pulmões. 

Em resumo, cada lágrima que sempre derramei ao ver o filme foi por me colocar no lugar das pessoas que passaram por aquele desespero, ou por entender o quanto o ser humano pode ser baixo, egoísta e cruel. 

Sim, porque não posso deixar de citar, que das mais de mil pessoas que caíram no mar apenas seis foram salvas, que cabiam 67 nos botes mas apenas 20 ou 12 eram colocadas em cada um, pois as madames queriam se sentar confortavelmente. Ou que, dos 20 botes que estavam em volta das pessoas que morriam no mar, apenas um voltou pra checar se haviam sobreviventes. UM. 

Quando penso em Titanic, não penso em um dos maiores romances que o cinema já produziu, penso em uma das maiores tragédias que o cinema já retratou. 



É assim que a maioria das pessoas veem Titanic.  Acho lindo. 


Mas eu vejo assim. 

Ps. Quem não acredita que me desculpe, mas mesmo que eu não acreditasse na existência de Deus,  eu não iria fazer o teste falando algo do tipo "nem Deus afundaria esse navio". Alguns dizem que isso nunca aconteceu, que ele não falou isso, mas sinceramente, acho que a pessoa do contexto seria arrogante o bastante para dizer isso sim. E claro que não foi tudo um amor, já que moro em Palmas e tinha um babaca sentado logo atrás de mim comentando todo o filme, fazendo piadas péssimas. Mas não vou gastar meu tempo falando sobre. 

Pra quem se interessar, a Veja escreveu e publicou um especial sobre esse tema, basta clicar nesse link pra ler: VEJA TITANIC  



Um comentário:

E você achou que...