sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O melhor cão do Mundo.

Quando ele chegou, eu redigi esse texto para o blog Braddock (clique para ler).
 
Hoje eu passei por um momento que eu julgo estar entre um dos mais difíceis da minha vida.
Hoje eu tive que dar adeus ao meu dogão.
Vou me esforçar ao máximo para não chorar compulsivamente enquanto digito essas palavras, o que será difícil, porque lágrimas teimosas lá insistem em correr pelo meu rosto quentes, húmidas, sofridas, de modo involuntário.
 
As 16:30h de hoje estava marcada a eutanásia do meu dogão. Ele foi diagnosticado com calazar pelo CCZ, fizemos o contra teste e deu positivo. Depois disso começou todo um drama na minha vida. Fui totalmente contra a eutanásia, e corri atrás de outros meios. Resolvi tratar, comprei medicação e até comecei o tratamento. No entanto, o veterinário foi claro, ele disse "o tratamento não cura e não abona o risco de vocês se contaminarem".
 
Minha mãe não se conformou com esse risco, e minha avó já idosa que está mais exposta ainda ao risco de contaminação vem passar o natal conosco. Com isso, minha mãe veio conversar comigo e pediu encarecidamente que eu me conformasse pois meu pai ia levar Braddock para ser sacrificado.
Pestanejei, tentei argumentar, mas no fundo sabia que ela estava certa.
 
Não houve jeito. Decidi que iria com ele, que queria estar lá afagando ele para que ele morresse olhando pra mim, tranquilo. E assim aconteceu. Como em todas as vezes que ele ia se consultar, eu e meu irmão o acompanhamos, ele subiu sozinho na caminhonete assim que meu pai abriu a traseira e foi todo feliz pronto para o "passeio" abanando o rabinho.
 
Quando chegamos, ele já foi sentando no sofá da sala de atendimento, o sofá que ele já estava habituado, pra ele, era só mais uma ida ao veterinário. Meu pai foi pagar o procedimento, não quis ficar ali. Meu irmão colocou Braddock na mesa sentado, ele como sempre ficou quieto enquanto o veterinário colocava a agulha nele. Ficou me olhando enquanto eu afagava as orelhas dele, como se conferindo se eu estava ali, como eu sabia que ele faria, como ele sempre fez... e tranquilo colocou a língua pra fora relaxado, porque estava tudo bem.
 
Ele começou a ficar sonolento, primeiro efeito da medicação. Eu e meu irmão fomos aparando o corpo dele enquanto ele ia caindo meio zonzo, anestesiado. Ele me deu uma ultima olhada, e dormiu. Mesmo sabendo que ele já não sentia nada, continuamos eu e meu irmão afagando as orelhinhas e a barriga dele. Nesse momento as lágrimas quentes e húmidas já escorriam pelo meu rosto, não precisava mais ser forte, ele não estava mais me olhando.
 
Veio a medicação para causar parada respiratória. Segundos após aplicada o efeito estava completo.
Estava feito.
 
O meu dogão jazia deitado na mesa de mármore fria. Sem vida.
 
Vou me esforçar para lidar com a saudade. Com as lembranças dele correndo e abanando o rabinho quando eu chegava em casa, com ele me tirando do sério sempre que saia pra fazer xixi e eu estava atrasa e não podia deixar ele na rua, todos os banhos, todas as vezes em que ele deitou no meu pé, enquanto eu virava a noite estudando, pra me fazer companhia....
 
A dor é imensa. Mas eu vou superar, e sei que o tempo vai ser o melhor remédio.
Vou lembrar dele como o cão feliz, brincalhão e fiel que ele foi nesse 1 ano que ele viveu comigo.
 
Dentes crescendo, coçavam e ele virou um cupim...rs

A "bolinha" dele, era uma de sinuca!

Brincando de pegar o chinelo na piscina...

curtindo um dia de piscina comigo...

Estudando comigo de madrugada, rs

oi?
 
Desculpem qualquer erro de digitação, não tenho forças e nem coragem pra reler o texto para fazer quaisquer correções.
 

3 comentários:

  1. triste mas, foi assim,feliz quanto durou nosso querido e sapeca dogão...

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  2. Babi tô chorando horrores aqui, tenho certeza que mesmo sendo muito difícil essa foi uma decisão sábia visando a saúde da sua família e a forma como o Braddock morreu aliviou ele de sofrimentos.
    Morria de rir das presepadas dele, das madrugas que vc postava as fotos do seu companheiro de estudos...muita força pra vc. A gente se apega a esses bichinhos mt mais do que se eles fossem apenas de estimação...se tornam parte da família ..bjs!!

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  3. Chorei com o texto, mesmo eu sendo um "cat person"... sinto muitíssimo pela sua perda, Babi... logo você vai estar pronta para adotar outro animalzinho, mas até lá, vai doer mesmo... força aí, garota.

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